As promoções de datas duplas, como o 9.9, tornaram-se vitrines para o varejo, mas também para golpistas que usam IA. Entenda os riscos, impactos e estratégias para proteger sua empresa e seus clientes.
As chamadas “datas duplas” – como 9/9, 10/10, 11/11 – transformaram-se em marcos no calendário do varejo nacional. O que começou como uma estratégia de vendas online, inspirada em eventos globais como a Black Friday, hoje movimenta bilhões de reais e dita o ritmo do comércio eletrônico. Em 2026, a edição do 9.9 chega com um componente novo e disruptivo: o uso massivo de inteligência artificial (IA) tanto por varejistas legítimos quanto por criminosos cibernéticos. Enquanto as empresas buscam personalizar ofertas e otimizar a experiência de compra, golpistas empregam a mesma tecnologia para criar fraudes sofisticadas, deepfakes e sites falsos quase indistinguíveis dos originais.
Neste cenário, a segurança da informação e a confiança do consumidor tornam-se ativos estratégicos. Uma única falha pode não apenas gerar prejuízos financeiros imediatos, mas também corroer a reputação de uma marca construída ao longo de anos. Para executivos de varejo, tecnologia e segurança, entender como a IA está sendo usada nos dois lados da moeda é essencial para navegar com sucesso por essas datas de alto fluxo.
O que aconteceu
O Guia de Compras do G1 publicou, em 9 de setembro de 2026, um artigo intitulado “Promoções 9.9: como evitar problemas em compras de datas duplas”. O texto oferece dicas práticas para consumidores, como verificar a segurança dos sites, comparar preços e desconfiar de ofertas milagrosas. A novidade é a menção explícita ao uso de IA por golpistas para criar anúncios falsos, sites clonados e até mesmo atendentes virtuais fraudulentos.
Embora a matéria seja direcionada ao consumidor final, ela sinaliza uma tendência preocupante para as empresas: a IA generativa reduziu drasticamente o custo e a complexidade para a criação de fraudes em larga escala. Phishing personalizado, páginas de pagamento falsas e deepfakes de executivos ou influenciadores são apenas algumas das ameaças que já circulam em períodos de alta demanda.
Por que isso importa para empresas
Para o varejo, datas como o 9.9 representam uma parcela significativa do faturamento anual. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), eventos como a Black Friday movimentam mais de R$ 4 bilhões em vendas online. No entanto, o aumento do tráfego e das transações também atrai criminosos. Quando um consumidor cai em um golpe que usa o nome de uma marca, a empresa é responsabilizada – ainda que não tenha culpa direta.
Além do dano reputacional, há impactos legais e regulatórios. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe sanções severas para vazamentos de informações. Se um site falso coletar dados de clientes em nome da empresa, a organização pode ser considerada corresponsável se não tiver adotado medidas de proteção adequadas. Portanto, a segurança cibernética deixa de ser uma área técnica para se tornar uma questão de governança corporativa.
Impacto para cibersegurança, governança, IA ou continuidade
A IA é uma faca de dois gumes. Por um lado, permite que as empresas implementem sistemas de detecção de fraudes em tempo real, analisem padrões de comportamento e personalizem ofertas com precisão. Por outro, dá aos criminosos ferramentas para automatizar ataques, criar mensagens convincentes e explorar vulnerabilidades humanas.
No contexto das datas duplas, os principais riscos incluem:
- Phishing avançado: e-mails e mensagens que imitam perfeitamente comunicações oficiais de marcas, com logotipos e linguagem corretos, gerados por IA.
- Sites falsos: páginas que replicam o layout de lojas legítimas, muitas vezes com domínios semelhantes (ex.: .com vs .com.br) e certificados SSL válidos.
- Deepfakes: vídeos ou áudios falsos de executivos anunciando promoções inexistentes, usados para enganar consumidores e até mesmo funcionários.
- Fraude de pagamento: uso de IA para testar cartões de crédito em larga escala ou criar identidades falsas para compras fraudulentas.
Para a continuidade dos negócios, um ataque bem-sucedido pode derrubar plataformas de e-commerce, gerar indisponibilidade e perda de vendas. Além disso, a resposta a incidentes exige recursos significativos, desviando a atenção de iniciativas estratégicas.
Leitura executiva da WSVP
A WSVP enxerga as datas duplas como um termômetro da maturidade digital das empresas. Aquelas que tratam a segurança como um diferencial competitivo, investindo em tecnologias de IA para defesa e em programas de conscientização, tendem a sair na frente. Por outro lado, organizações que negligenciam esses aspectos ficam expostas a riscos que podem comprometer sua operação e sua imagem.
É fundamental que os executivos compreendam que a IA não é apenas uma ferramenta de marketing ou de eficiência operacional; ela também é um vetor de ameaças. A governança de IA deve incluir políticas claras de uso, monitoramento contínuo e planos de resposta a incidentes específicos para ataques baseados em IA.
Recomendamos que as empresas adotem uma postura proativa, integrando a segurança cibernética à estratégia de negócios desde o planejamento das campanhas promocionais. Isso envolve não apenas tecnologia, mas também pessoas e processos.
Recomendações práticas
- Monitore sua marca na internet: utilize ferramentas de monitoramento para identificar sites, anúncios e perfis falsos que usem seu nome ou logotipo.
- Eduque seus clientes: publique em seus canais oficiais dicas de segurança e canais de denúncia. Consumidores bem informados são menos vulneráveis.
- Implemente autenticação multifator (MFA): proteja contas de clientes e funcionários com camadas adicionais de segurança.
- Invista em detecção de fraudes com IA: sistemas que analisam padrões de transação em tempo real podem identificar comportamentos suspeitos antes que o dano ocorra.
- Realize testes de phishing internos: treine seus colaboradores para reconhecerem tentativas de engenharia social, especialmente em períodos de alta demanda.
- Tenha um plano de resposta a incidentes: defina papéis e procedimentos claros para agir rapidamente em caso de ataque, minimizando impactos.
- Verifique a segurança de seus parceiros: se você utiliza marketplaces ou fornecedores terceiros, certifique-se de que eles adotam padrões de segurança compatíveis.
Fontes consultadas
- G1 – Promoções 9.9: como evitar problemas em compras de datas duplas
- ABComm – Projeções para datas de varejo
- Governo Federal – Cibersegurança
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


