A coluna de Eduardo Affonso no O Globo discute a expansão da IA no cotidiano e seus limites criativos. Para empresas, o avanço da IA exige reavaliação de processos, governança e segurança, enquanto a criatividade humana permanece como diferencial competitivo.
Introdução contextual
O avanço da inteligência artificial (IA) tem sido pauta constante nos conselhos executivos, mas a coluna de Eduardo Affonso no O Globo, intitulada "Inteligência artificial ocupa o nosso espaço", traz uma reflexão que vai além do hype tecnológico: a IA está, de fato, ocupando espaços que antes eram exclusivamente humanos, mas ainda encontra barreiras claras em áreas que exigem criatividade, ironia e metalinguagem. Para líderes empresariais, essa discussão não é apenas filosófica — ela sinaliza onde a IA pode gerar valor real e onde o investimento deve ser direcionado com cautela.
Em um cenário onde 73% das empresas brasileiras já utilizam ou planejam utilizar IA em seus processos (segundo pesquisa da CNN Brasil), entender os limites e as potencialidades da tecnologia é essencial para a tomada de decisão estratégica. A coluna de Affonso, publicada em 8 de agosto de 2026, oferece um ponto de partida para essa análise.
O que aconteceu
No texto, Eduardo Affonso observa que a IA tem ocupado progressivamente espaços na produção de conteúdo, atendimento ao cliente e até na criação artística, mas ressalta que, enquanto a tecnologia não desenvolver gosto por intertextos, metalinguagem e ironia, seu próprio emprego como cronista está garantido. A provocação levanta uma questão central: a IA é excelente em tarefas padronizadas e na análise de grandes volumes de dados, mas ainda falha em capturar nuances culturais, contextos implícitos e a subjetividade humana.
Essa observação não é isolada. Estudos recentes, como o relatório da McKinsey sobre o estado da IA em 2025, mostram que, embora a adoção tenha crescido, as empresas ainda enfrentam desafios significativos para escalar casos de uso além de tarefas operacionais. A coluna de Affonso, portanto, ecoa um sentimento comum entre especialistas: a IA é uma ferramenta poderosa, mas não substitui a inteligência humana em sua totalidade.
Por que isso importa para empresas
Para o mundo corporativo, a reflexão de Affonso tem implicações práticas imediatas. Primeiro, ela reforça a necessidade de uma estratégia de IA alinhada aos objetivos de negócio, em vez de uma adoção reativa. Empresas que investem em IA apenas para automatizar processos podem perder oportunidades de inovação em áreas onde a criatividade humana é insubstituível, como branding, storytelling e relacionamento com clientes.
Segundo, a coluna destaca a importância de definir claramente o escopo da IA. Em vez de tentar replicar a complexidade do pensamento humano, as organizações devem focar em aplicações onde a IA demonstra alta eficiência, como análise preditiva, personalização em escala e otimização de operações. Isso exige uma governança robusta para evitar expectativas irreais e investimentos mal direcionados.
Terceiro, a discussão sobre o "espaço" ocupado pela IA levanta questões éticas e de responsabilidade. À medida que a IA assume tarefas que antes eram humanas, as empresas precisam reavaliar seus quadros de funcionários, promover requalificação e garantir que a automação não amplie desigualdades. Um estudo da World Economic Forum projeta que, até 2030, 85 milhões de empregos serão deslocados pela automação, mas 97 milhões de novas funções serão criadas — muitas delas exigindo habilidades exclusivamente humanas.
Impacto para cibersegurança, governança, IA ou continuidade
A expansão da IA também traz impactos significativos para a cibersegurança e a governança. Com mais sistemas baseados em IA, a superfície de ataque aumenta, e ataques adversariais podem manipular modelos para tomar decisões incorretas. Segundo o relatório de ameaças da CrowdStrike, ataques que exploram vulnerabilidades em sistemas de IA cresceram 45% em 2025. As empresas precisam implementar medidas de segurança específicas para IA, como testes de robustez e monitoramento contínuo.
Na governança, a IA introduz desafios de transparência e explicabilidade. Regulamentações como a Lei de IA do Brasil (em tramitação) exigem que empresas documentem decisões automatizadas e garantam a supervisão humana. Isso implica a criação de comitês de ética em IA, auditorias regulares e a definição de responsabilidades claras.
Em termos de continuidade de negócios, a dependência crescente de IA pode criar pontos únicos de falha. Se um sistema de IA crítico falhar, as operações podem ser interrompidas. Portanto, planos de contingência devem incluir a possibilidade de operação manual ou de fallback para sistemas tradicionais.
Leitura executiva da WSVP
Na visão da WSVP, a coluna de Affonso serve como um alerta para executivos: a IA não é uma solução universal, mas uma ferramenta estratégica que deve ser integrada com discernimento. O verdadeiro valor da IA está em sua capacidade de ampliar as capacidades humanas, não de substituí-las. Empresas que compreendem essa dinâmica conseguem alavancar a IA para ganhar eficiência, enquanto investem no desenvolvimento de talentos para funções que exigem criatividade, empatia e julgamento ético.
Recomendamos que os líderes adotem uma abordagem equilibrada, priorizando casos de uso com retorno claro sobre o investimento e estabelecendo métricas de sucesso que considerem não apenas ganhos operacionais, mas também impacto na marca e na satisfação dos colaboradores. A IA deve ser vista como um parceiro estratégico, e não como uma ameaça existencial.
Recomendações práticas
- Avalie criticamente os casos de uso de IA: Antes de implementar, questione se a tarefa realmente se beneficia da automação ou se exige nuances humanas. Priorize áreas como análise de dados, previsão de demanda e atendimento padronizado.
- Invista em governança de IA: Crie um comitê multidisciplinar para definir políticas de uso, ética e conformidade. Documente decisões automatizadas e mantenha supervisão humana em processos críticos.
- Fortaleca a cibersegurança para IA: Implemente testes de robustez, monitore modelos contra ataques adversariais e mantenha atualizados os protocolos de segurança.
- Desenvolva talentos humanos: Ofereça programas de requalificação para que os colaboradores possam atuar em funções que exigem criatividade, pensamento crítico e inteligência emocional.
- Estabeleça planos de contingência: Garanta que a operação possa continuar mesmo se sistemas de IA falharem, com processos manuais ou sistemas alternativos.
- Acompanhe a regulamentação: Monitore as discussões legislativas sobre IA no Brasil e no mundo para se antecipar a exigências legais.
Fontes consultadas
- O Globo - Inteligência artificial ocupa o nosso espaço
- CNN Brasil - Pesquisa mostra que 73% das empresas brasileiras usam ou planejam usar IA
- McKinsey - The State of AI
- World Economic Forum - The Future of Jobs Report 2025
- CrowdStrike - Global Threat Report
- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - PL analisa regulamentação da IA no Brasil
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


