A Latam identificou falha de segurança envolvendo dados de clientes do programa de fidelidade e comunicou a ANPD. O caso reforça a necessidade de conformidade com a LGPD e de estratégias robustas de proteção de dados.
Introdução contextual
Em um cenário de crescente digitalização e dependência de dados pessoais, a segurança da informação tornou-se um pilar estratégico para organizações de todos os setores. A recente falha de segurança identificada pela Latam, envolvendo dados de clientes do programa de fidelidade, reacende o debate sobre a efetividade das práticas de proteção de dados no Brasil e o papel da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como instrumento de governança e confiança.
O incidente, comunicado à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), evidencia que mesmo grandes empresas com robustos investimentos em tecnologia estão suscetíveis a vulnerabilidades. Para executivos e gestores, o caso serve como um alerta: a conformidade com a LGPD não é um fim em si mesma, mas um processo contínuo que exige vigilância, investimento e cultura organizacional.
O que aconteceu
Em agosto de 2026, a Latam Airlines identificou uma falha de segurança que pode ter exposto dados pessoais de clientes participantes de seu programa de fidelidade. A empresa afirmou que comunicou o incidente à ANPD, em cumprimento ao artigo 48 da LGPD, que estabelece a obrigatoriedade de notificação em caso de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares.
Embora a companhia não tenha divulgado detalhes sobre a natureza exata da falha ou a quantidade de registros afetados, a comunicação à autoridade reguladora demonstra um esforço de transparência. No entanto, o episódio levanta questionamentos sobre a efetividade dos controles internos e a capacidade de resposta a incidentes em empresas de grande porte.
Por que isso importa para empresas
O caso Latam não é um fato isolado. Segundo o relatório anual da IBGE, o número de empresas que adotam medidas de segurança da informação cresceu, mas ainda há lacunas significativas. A LGPD, em vigor desde setembro de 2020, impõe sanções que podem chegar a 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões por infração. Além das multas, há riscos reputacionais e de perda de confiança dos clientes.
Para empresas de todos os portes, o incidente da Latam reforça que a proteção de dados deve ser tratada como prioridade estratégica, não apenas como uma obrigação legal. A conformidade com a LGPD envolve a implementação de medidas técnicas e organizacionais adequadas, a nomeação de um encarregado (DPO), a realização de relatórios de impacto à proteção de dados (RIPD) e a manutenção de um plano de resposta a incidentes.
Impacto para cibersegurança, governança, IA ou continuidade
Cibersegurança: A falha na Latam evidencia que a segurança perimetral tradicional não é suficiente. É essencial adotar uma abordagem de defesa em profundidade, com monitoramento contínuo, testes de penetração regulares e a implementação de controles de acesso baseados no princípio do menor privilégio.
Governança: A comunicação à ANPD demonstra um nível de maturidade em governança, mas a prevenção é sempre preferível. A alta administração deve estar engajada na definição de políticas de segurança e na alocação de recursos adequados. A LGPD exige que as empresas comprovem sua conformidade, o que inclui a manutenção de registros das operações de tratamento de dados.
Inteligência Artificial: Com o uso crescente de IA para análise de dados de clientes, a segurança desses dados torna-se ainda mais crítica. Modelos de IA podem ser treinados com dados sensíveis, e uma falha de segurança pode comprometer a integridade e a privacidade desses dados, além de gerar vieses ou usos indevidos.
Continuidade de negócios: Incidentes de segurança podem interromper operações críticas, afetando a disponibilidade de sistemas e a confiança dos clientes. Um plano de continuidade de negócios deve incluir cenários de violação de dados, com procedimentos claros de comunicação e recuperação.
Leitura executiva da WSVP
Na visão da WSVP, o incidente da Latam é um chamado para que as empresas brasileiras elevem o nível de maturidade em proteção de dados. A LGPD não é apenas uma lei a ser cumprida, mas uma oportunidade para construir vantagem competitiva por meio da confiança do cliente. Empresas que tratam a privacidade como um valor central tendem a se destacar no mercado.
Recomendamos que os conselhos de administração e as diretorias executivas incluam a segurança da informação e a privacidade de dados como pauta recorrente em suas reuniões, com indicadores claros de desempenho e avaliação de riscos. A conformidade deve ser vista como um investimento, não como um custo.
Recomendações práticas
- Realize uma auditoria completa: Avalie todos os processos que envolvem dados pessoais, desde a coleta até a eliminação, identificando possíveis vulnerabilidades.
- Fortaleça o programa de segurança da informação: Invista em ferramentas de detecção e resposta a incidentes, além de treinamentos regulares para colaboradores.
- Implemente um plano de resposta a incidentes: Defina papéis e responsabilidades, procedimentos de comunicação e etapas de remediação, alinhados aos requisitos da LGPD.
- Mantenha o DPO ativo e bem informado: O encarregado deve ter acesso direto à alta administração e recursos para desempenhar suas funções.
- Adote a privacidade por design: Incorpore a proteção de dados desde a concepção de novos produtos e serviços, não como uma reflexão tardia.
- Monitore fornecedores e parceiros: Garanta que terceiros que tratam dados em seu nome também estejam em conformidade com a LGPD.
- Eduque seus clientes: Transparência sobre como os dados são usados e protegidos aumenta a confiança e reduz riscos legais.
Fontes consultadas
- O Estado de S. Paulo - Latam identifica falha de segurança envolvendo dados de clientes de programa de fidelidade
- Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD)
- Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) - Lei nº 13.709/2018
Disclaimer
Este rascunho foi produzido com apoio de inteligência artificial e ainda requer revisão humana antes da publicação.


